Plantas medicinais e saúde bucal: uma abordagem etnobotânica em comunidades quilombolas do agreste paraibano
Os saberes e práticas tradicionais sobre plantas medicinais podem ser resgatados pela etnobotânica e comunidades quilombolas são grupos populacionais detentores destes conhecimentos. A pesquisa tem como objetivo realizar um estudo etnobotânico das plantas medicinais referentes às alterações bucais e...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2011 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPB |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede.bc.uepb.edu.br:tede/1682 |
| Acceso en línea: | http://tede.bc.uepb.edu.br/tede/jspui/handle/tede/1682 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Plantas Medicinais Odontologia Saúde coletiva Etnobotânica Medicinal Plants Dentistry Health Ethnobotany CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ODONTOLOGIA |
| Sumario: | Os saberes e práticas tradicionais sobre plantas medicinais podem ser resgatados pela etnobotânica e comunidades quilombolas são grupos populacionais detentores destes conhecimentos. A pesquisa tem como objetivo realizar um estudo etnobotânico das plantas medicinais referentes às alterações bucais em três comunidades quilombolas do agreste paraíbano: Caiana dos Crioulos, Sítio Matias e Grilo. É um estudo etnobotânico, descritivo, observacional participante e de abordagem quantitativa. A população é constituída por 240 famílias e a amostra é do tipo não probabilística intencional, denominada snow ball . A investigação foi realizada através de entrevista semiestruturada e os resultados analisados através de estatística descritiva. Foram entrevistadas 26 pessoas, sendo 5 homens e 21 mulheres, com faixa etária entre 20 a 80 anos. A coleta do material botânico foi feita usando as técnicas usuais para coleta de material em campo. As plantas levantadas no estudo foram depositadas no Herbário da Universidade Estadual da Paraíba. Foram citadas 39 espécies vegetais pertencentes à 31 famílias, com indicação para odontalgia, inflamação, abscesso, escovação dos dentes, erupção dos dentes e candidíase. As espécies mais citadas foram Anacardium occidentale L. (Caju roxo), Ziziphus joazeiro Mart (Juá), Erythrina velutina Willd. (Mulungu) e Myracrodruon urundeuva (Engl.) Fr. All (Aroeira). A parte mais empregada da planta foi a entrecasca, na forma fresca ou seca, preparada como decocto e predominando a forma de uso de bochecho. A maioria destas plantas é nativa e encontrada na própria comunidade. Estas comunidades quilombolas são detentoras de saberes e práticas tradicionais em saúde bucal e conhecedoras de espécies vegetais com finalidades terapêuticas em odontologia e do bioma caatinga do agreste paraibano. O estudo documentou o uso de diversificadas plantas medicinais que poderão ser investigadas farmacologicamente. Verificase um número reduzido de pesquisas etnobotânicas de plantas medicinais voltadas exclusivamente à área odontológica, realizadas com estes grupos étnicos e no bioma caatinga. |
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