Diversidade fúngica associada a abelhas sem ferrão (Melipona spp.) em Meliponários na cidade de Manaus e Iranduba, Amazonas, Brasil

As abelhas sem ferrão são responsáveis por até 90% da polinização das árvores nativas, grande é a variedade de organismos associados a elas, como insetos, ácaros, bactérias, leveduras e fungos filamentosos. Estudos já realizados têm relatado a interação dos fungos com abelhas sem ferrão. Desta forma...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Souza, João Raimundo Silva de, http://lattes.cnpq.br/3287054950911518
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFAM
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://tede.ufam.edu.br/handle/:tede/4502
Acceso en línea:http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/4502
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Fungos filamentosos
Abelha sem ferrão
Meliponários
Filamentous fungi
Stingless bees
CIÊNCIAS BIOLÓGICAS: BIOLOGIA GERAL
Descripción
Sumario:As abelhas sem ferrão são responsáveis por até 90% da polinização das árvores nativas, grande é a variedade de organismos associados a elas, como insetos, ácaros, bactérias, leveduras e fungos filamentosos. Estudos já realizados têm relatado a interação dos fungos com abelhas sem ferrão. Desta forma este trabalho teve como objetivo identificar a diversidade de fungos filamentosos associados a abelhas sem ferrão (Melipona spp.) em dois Meliponários de Manaus e Iranduba, Amazonas. Foram utilizadas 48 abelhas, coletadas no período chuvoso e de estiagem do ano de 2013. As abelhas foram coletadas ao adentrarem na colônia, transferidas para tubos estéreis, acondicionados sob refrigeração, levadas ao Laboratório de Genética de Microrganismos (LAGEM) da Universidade Federal do Amazonas, onde as abelhas mortas foram transferidas para tubos contendo solução salina e posteriormente plaqueadas em triplicata em meios BDA e SABOURAUD. Foram incubadas a 28 oC para desenvolvimento e isolamento das colônias. Após a visualização das estruturas fúngicas, foi realizada a identificação a partir do desenvolvimento das culturas em microcultivo sob lamínulas, depositadas sobre lâminas e coradas com azul de Lactofenol. Foram isoladas 482 colônias distribuídas em 16 gêneros. Penicillium, Fusarium, Acremonium, Cladosporium, Paecilomyces e Verticillium apresentando maior frequência, ultrapassando 50% das colônias, seguidos de Aspergillus, Moniliella, Alysidium, Scedosporium, Rhinocladiella, Tritirachium, Pestalotiopsis, Torula, Mucor, e Rhizopus, além de várias Mycelia sterilia. Análise genética dos isolados confirmaram 16 gêneros e 12 espécies distintas. Assim, com o desenvolvimento da meliponicultura no Brasil nos últimos anos, principalmente em comunidades tradicionais do Norte e Nordeste, torna-se necessário o estudo aprofundado sobre a existência desses fungos na superfície corpórea de abelhas sem ferrão, onde esse estudo mostrou que a diversidade fúngica associada a esses organismos é elevado, e alguns desses fungos aqui descritos ainda não haviam sido relatados na superfície corpórea de abelhas sem ferrão.