O papel do teste ergométrico em pacientes com doença intersticial

Pacientes com doenças pulmonares intersticiais (DPI) apresentam repercussões pulmonares e extrapulmonares. O teste ergométrico (TE) fornece uma avaliação da capacidade de exercício e da gravidade dos sintomas. Com isso, é importante analisar a percepção dos sintomas ao longo do TE, visto que, é espe...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: BERTIN, Larissa Dragonetti
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Kroton Educacional S.A.
Repositorio:Scientia – Repositório Institucional
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.pgsscogna.com.br:123456789/67975
Acceso en línea:https://repositorio.pgsscogna.com.br//handle/123456789/67975
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Doença Pulmonar Intersticial
Teste Ergométrico
Descripción
Sumario:Pacientes com doenças pulmonares intersticiais (DPI) apresentam repercussões pulmonares e extrapulmonares. O teste ergométrico (TE) fornece uma avaliação da capacidade de exercício e da gravidade dos sintomas. Com isso, é importante analisar a percepção dos sintomas ao longo do TE, visto que, é esperando que os pacientes com pior prognóstico, atingem menores valores de capacidade máxima de exercício. Ainda, a dispneia em repouso e ao esforço aumenta com a progressão da doença, reduzindo progressivamente os níveis de atividade física de vida diária ao longo do tempo. Objetivos: A presente tese foi elaborada no intuito de contribuir com evidências relacionadas a investigação do TE na DPI. Três estudos foram realizados com os seguintes objetivos: 1) Comparar a sensação de dispneia e fadiga por carga de trabalho durante o teste ergométrico entre pacientes com DPI e controles; 2) Estratificar os pacientes com DPI a partir da sensação de dispneia nos estágios iniciais do TEI e comparar desfechos clínicos; 3) Analisar prospectivamente as mudanças da gravidade da doença, do TE e dos sintomas em pacientes com DPI em um intervalo de 1 ano. Metodologia: No primeiro estudo foi realizado uma análise transversal, os controles e pacientes realizaram o TE em cicloergômetro. O segundo estudo também transversal, analisou o TE na DPI, e posteriormente, os pacientes foram estratificados em 2 grupos com base na mediana dos sintomas de dispneia na carga de 20watts (grupo 1: DPI menos sintomáticos e grupo 2: DPI mais sintomáticos). O terceiro estudo foi uma coorte prospectiva, os pacientes foram submetidos a dois momentos de avaliação, sendo possível observar a gravidade da doença, as alterações no TE e outros desfechos clínico-funcionais em um período de 1 ano. Resultados: No primeiro estudo foram incluídos 37 pacientes com DPI e 29 controles. O grupo DPI apresentou menor carga máxima (60[40-80] vs controles 120[100-160]; (p<.0001) e mais sintomas por carga (Borg/Watts) para dispneia (p=0.0007) e fadiga (p=0.001). No segundo estudo, foram incluídos 41 pacientes; grupo 1: DPI menos sintomáticos (n=21) e grupo 2: DPI mais sintomáticos (n=20). Houve diferenças entre os grupos: CVF (81±18 vs 66±20 % do predito; p=0.0157), DLCO (56±16 vs 42±16 % do predito; p=0.0136), carga máxima (52±17 vs 44±17 % do predito; p=0.0312), mMRC (2 [2-3] vs 3 [3-4] p=0.0043) e SGRQ-I (33 [10-51] vs 58 [47-68] p=0.0051). No terceiro estudo foram incluídos 30 pacientes, porém 7 foram a óbito antes da reavaliação. Nos pacientes que completaram os dois momentos de avaliações (n=23) não houve diferenças significantes na gravidade da doença, na presença dos sintomas e no TE (p>0.05). Na análise basal dos pacientes que não sobreviveram (n=7) foi observado uma pior gravidade da doença e piores valores clínico-funcionais. Conclusões: Os três artigos agregam informações relacionadas com o TE, com a presença dos sintomas na DPI, além de outras variáveis clínicas. No primeiro estudo os pacientes com DPI apresentaram menor carga máxima, um aumento na sensação de dispneia e fadiga por carga de trabalho durante o TE. O segundo estudo investigou que os pacientes mais sintomáticos apresentam pior função pulmonar, pior capacidade de exercício, maior dispneia, pior qualidade de vida relacionada à saúde e necessitam de mais oxigênio durante o esforço. Por fim, no terceiro estudo os pacientes não apresentaram uma piora da gravidade da doença em 1 ano, e não parecem apresentar piora da capacidade de exercício e dos sintomas durante o esforço. Entretanto, os pacientes que não sobreviveram ao longo do tempo, apresentaram piores desfechos clínicos.