O imaginário político no discurso constitucional: uma leitura da articulação entre ideologia e utopia no pensamento de Paul Ricoeur

Resumo O texto em questão tem por objeto analisar a tensão entre ideologia e utopia como duas faces imprescindíveis que integram uma mesma moldura conceitual: o imaginário político-constitucional. A partir de uma leitura do pensamento de Ricoeur, o objetivo é demonstrar que tradição e inovação são d...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Salles da Costa Junior, Ernane
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Repositorio:Peri
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.sites.ufsc.br:article/922
Acesso em linha:https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/peri/article/view/922
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Ideologia
Utopia
Constituição
Imaginário
Descrição
Resumo:Resumo O texto em questão tem por objeto analisar a tensão entre ideologia e utopia como duas faces imprescindíveis que integram uma mesma moldura conceitual: o imaginário político-constitucional. A partir de uma leitura do pensamento de Ricoeur, o objetivo é demonstrar que tradição e inovação são duas direções fundamentais do imaginário que permeia o constitucionalismo: são figuras que possibilitam, respectivamente, a reprodução e produção do direito, sua continuidade e sua retomada crítica. Assim, a formação de uma identidade constitucional ao longo do tempo se assenta entre a ideologia e a utopia, ou melhor, entre a integração numa tradição político-constitucional e a reabertura das promessas criadoras capaz de compor não somente resistências lamentáveis ao real, mas também vias praticáveis abertas pela experiência histórica. Palavras-Chave: Ideologia; Utopia; Constituição; Imaginário Abstract The purpose of this text is to analyze the tension between ideology and utopia as two essential sides integrating the same contextual framework: the political-constitutional imagery. Based on a reading of Ricoeur’s thoughts, the objective is to demonstrate that tradition and innovation are two fundamental directions of the imagery that permeates constitutionalism: they are figures that allow, respectively, the reproduction and production of the law, its continuity and its critical recapturing. Thus, the formation of a constitutional identity over time sits between ideology and utopia, or rather between the integration in a political-constitutional tradition and the reopening of creative promises capable of composing not only a lamentable resistance to reality, but also practical ways opened by historical experience. Keywords: Ideology; Utopia; Constitution; Imagery