O que a lama não apaga: desastre, memória e sociabilidade em Mariana - MG

A presente pesquisa se insere no debate acerca do crime ambiental ocorrido na cidade de Mariana/MG em decorrência do rompimento da barragem de Fundão, de propriedade da Vale/Samarco/BHP. Tal rompimento determinou uma série de rupturas nos processos produtivos, culturais, econômicos e sociais de inúm...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Mendes, Jessica Mazzini
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/11410
Acceso en línea:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/11410
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS
Mudança social
Memória social
Sociabilidade
Sociologia dos desastres
Crime ambiental
Social change
Social memory
Sociability
Sociology of disaster
Environmental crime
Descripción
Sumario:A presente pesquisa se insere no debate acerca do crime ambiental ocorrido na cidade de Mariana/MG em decorrência do rompimento da barragem de Fundão, de propriedade da Vale/Samarco/BHP. Tal rompimento determinou uma série de rupturas nos processos produtivos, culturais, econômicos e sociais de inúmeras comunidades impactadas, deflagrando uma situação de crise para os atingidos. Possuindo como objeto de estudo a questão do reassentamento coletivo da comunidade Bento Rodrigues, buscaremos compreender o anseio constantemente expresso pelos moradores por se recuperar, ao máximo, as características existentes no antigo subdistrito em um novo entorno material. Com uso de metodologia qualitativa, procedeu-se ao levantamento bibliográfico, à pesquisa documental, ao trabalho de campo e à realização de entrevistas semiestruturadas. O estudo constatou que a recomposição espacial dos elementos referenciais do antigo subdistrito no projeto de reassentamento é emblemática não apenas do “passado”, mas das relações sociais que através do espaço são estabelecidas e que lhes confere forma e vida dentro da estrutura urbana, demonstrando o peso e o valor das relações sociais para a comunidade para além de uma imagem meramente especular de um passado romantizado e idealizado a ser encarnado no reassentamento.