O cinema trágico-poético de Pier Paolo Pasolini: Appunti per un Orestiade africana, Édipo Rei, Medeia
Esta tese tem por objeto textos que se voltam para o homem: o cinema trágico- poético de Pier Paolo Pasolini e as tragédias gregas clássicas. Este autor de cinema se debruçou sobre os textos trágicos, pois via neles um fundamento político, ou seja, a superação pela razão de um passado arcaico do hom...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2009 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.bdtd.uerj.br:1/6126 |
| Acceso en línea: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/6126 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Cinema Greek tragedy Pier Paolo Pasolini Myth Poetry Tragédia grega Mito Poesia Pasolini, Pier Paolo, 1922-1975 Crítica e interpretação Adaptações para o cinema Teatro grego (Tragédia) Diretores e produtores de cinema CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURA COMPARADA |
| Sumario: | Esta tese tem por objeto textos que se voltam para o homem: o cinema trágico- poético de Pier Paolo Pasolini e as tragédias gregas clássicas. Este autor de cinema se debruçou sobre os textos trágicos, pois via neles um fundamento político, ou seja, a superação pela razão de um passado arcaico do homem, que gerava sua incerteza existencial. Primeiramente, tendo traduzido a Oréstia, de Ésquilo, o diretor italiano identificou nesse texto aquilo que ele, como humanista que era, desejava fosse alcançado pelo homem moderno: a superação do medo causado pelo irracional que sempre habitou a mente humana. Esta interpretação da Oréstia, aliada às convicções previamente firmadas pelo diretor e poeta a capacidade dos ingênuos de formar uma nova ideologia e a persistência no homem moderno de certa irracionalidade domada pela razão levou à realização do filme Appunti per un Orestiade africana (1967), um filme otimista quanto ao triunfo da razão. Tendo feito esses apontamentos, Pasolini jamais rodaria seu filme sobre a Oréstia, passando a uma perspectiva pessimista, com a filmagem de Medeia (1969), cuja frase final da personagem- título Nada mais é possível doravante aponta para Salò, o último filme que ele realizou, marcado pela desesperança, pouco antes de morrer assassinado. Édipo Rei (1967) foi o primeiro dos filmes trágicos e o mais mítico deles. Neste último ainda persistem as convicções de Pasolini apontadas acima, o que o identifica com Accattone (1961), conforme declarou o próprio diretor, e indica também a linha da análise crítica realizada nesta tese. Com base na crítica especializada (Canevacci e Fusillo) foi possível demonstrar a peculiar adaptação do trágico ancestral ao cinema de poesia pasoliniano, através de uma filmografia ideologicamente infensa a concessões à indústria cultural |
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