Designar e argumentar em torno de uma divisão "intransponível"

Resumo: O objetivo deste trabalho é apresentar uma reflexão sobre uma relação entre designação e argumentação. Esta relação se apresenta pelo modo como os indígenas são referidos no texto pelos personagens do debate narrado pelo autor, e pelo embate argumentativo representado pela narrativa no acont...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Guimarães, Eduardo, 1948-
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://www.repositorio.unicamp.br/:1274133
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/20.500.12733/9731
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Enunciação
Designação (Linguística)
Discussões e debates
Indígenas
Negros
Conversão ao Cristianismo
Enunciation
Designation (Linguistics)
Debates and debating
Indians
Blacks
Conversion - Christianity
Artigo original
Descripción
Sumario:Resumo: O objetivo deste trabalho é apresentar uma reflexão sobre uma relação entre designação e argumentação. Esta relação se apresenta pelo modo como os indígenas são referidos no texto pelos personagens do debate narrado pelo autor, e pelo embate argumentativo representado pela narrativa no acontecimento de enunciação do texto Diálogo sobre a conversão do gentio de Manuel da Nóbrega. As análises se fazem a partir de recortes relativos a dois aspectos do Diálogo: 1) a designação de gentio, índio e negro; 2) aspectos da argumentação dos dois personagens do Diálogo, Gonçalo Alvarez e Mateus Nugueira. O debate argumentativo, do texto narrado pelo autor, apresenta uma argumentação que sustenta a dificuldade da conversão pela "bestialidade" do indígena, ao que se opõe uma argumentação que apresenta a graça e a vontade de Deus e a igualdade dos seres humanos enquanto "bestas por natureza corrupta" como elementos da sustentação da possibilidade da conversão. Nesta argumentação joga de modo decisivo a metáfora do ferreiro e do fogo, significando a possibilidade de moldar aquele que resiste