Efeito da auriculoterapia como tratamento complementar para hipertensão arterial resistente: estudo piloto
Introdução: A hipertensão arterial (HA) é uma doença crônica não transmissível, definida pela elevação da pressão sistólica e diastólica de forma persistente por longo período. A HA resistente (HAR) é o insucesso do tratamento medicamentoso no uso de três ou mais classes de anti-hipertensivos, com P...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-20122024-172741 |
| Acesso em linha: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-20122024-172741/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Auriculoterapia Auriculotherapy Enfermagem Hipertensão arterial sistêmica resistente Hypertension Medicina Tradicional Chinesa Nursing Tradicional Chinese Medicine |
| Resumo: | Introdução: A hipertensão arterial (HA) é uma doença crônica não transmissível, definida pela elevação da pressão sistólica e diastólica de forma persistente por longo período. A HA resistente (HAR) é o insucesso do tratamento medicamentoso no uso de três ou mais classes de anti-hipertensivos, com PA de consultório > a 140/90mmHg. A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) trás o conceito de homeostasia do ciclo energético, e uma de suas técnicas, a auriculoterapia pode ser utilizada para o tratamento complementar da HA. Objetivo: Avaliar o efeito de um protocolo de auriculoterapia como tratamento complementar na redução da hipertensão arterial sistêmica em pacientes com hipertensão resistente em uma unidade de hipertensão ambulatorial. Método: Estudo piloto do tipo pré e pós-intervenção, realizado no Ambulatório de Hipertensão de um hospital público de SP, com os pacientes com HAR. Protocolo de auriculoterapia com agulhas semipermanentes. Os pontos: Fígado, Coração, Shenmen, Rim, Sulco hipotensor 1, e foram acrescentados 1 a 2 pontos a mais, de acordo com o diagnóstico da MTC do paciente. Os pacientes foram avaliados com os seguintes instrumentos: Escala de Humor de Brunel (BRUMS), Tonometria de Aplanação (TA) e Aumentation Index (Aux) e MAPA 24 horas, questionário biosociodemográfico e teste de Morisky-Green (TMG). Resultados: Amostra de 30 pacientes, com predominância do sexo feminino (n=23), pardos (n=14), católicos (n=16), casados (n=17), com renda de até dois salários-mínimos (n=25). Dos pacientes, 65% afirmaram não terem um boa noite de sono; 55% apresentam uma ou mais comorbidades além da hipertensão. Ao TMG, 100% dos pacientes têm dificuldade de adesão ao tratamento medicamentoso; 62% se encontram com lesão renal grau 2 e 28% com grau 3. Foram diagnosticadas 25 síndromes da MTC, com predominância para as síndromes de calor, umidade retida e deficiências nos órgãos Coração, Fígado, Estômago e Rim. No parâmetro de avaliação da MAPA de vigília, a PAS obteve uma redução de 146,87mmHg para 136,17mmHg (p=0,001) e a PAD obteve 87,17mmHg para 79,93mmHg do valor médio inicial (p=0,002). Na aferição de PA central (TA), a PAS reduziu de 145,26mmHg para 135,17mmHg (p<0,001) e a PAD de 98,16mmHg para 90,80mmHg no valor médio (p<0,001). No parâmetro do Aux, a auriculoterapia não obteve diferença estatística significativa (p>0,05). Conclusão: A auriculoterapia obteve resultado positivo na diminuição da PAS e PAD dos pacientes com HAR, nas medidas de PA pela MAPA e pela TA, porém não apresentou benefícios na avaliação do Aux. |
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