Terra indígena ou parque natural? : conflitos socioambientais e territorialidades em disputa no Morro do Osso, Porto Alegre – RS
A presente pesquisa tem como foco os conflitos socioambientais deflagrados em torno das distintas lógicas de ocupação do Morro do Osso, Porto Alegre - RS. A partir da segunda metade da década de 70, ambientalistas preocupados com a atuação de pedreiras e com o avanço da urbanização no morro se artic...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2012 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/116736 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/116736 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Desenvolvimento rural Conflito socioambiental Territorialidade Terras indigenas Parque Natural Morro do Osso (Porto Alegre, RS) Morro do Osso Natural Park Kaingang indians Aldeia Tupë pën |
| Sumario: | A presente pesquisa tem como foco os conflitos socioambientais deflagrados em torno das distintas lógicas de ocupação do Morro do Osso, Porto Alegre - RS. A partir da segunda metade da década de 70, ambientalistas preocupados com a atuação de pedreiras e com o avanço da urbanização no morro se articularam com vistas a garantir sua preservação; processo que culminou, em 1994, na criação de uma Unidade de Conservação (UC): o Parque Natural Morro do Osso (PNMO). Dez anos mais tarde, em 2004, indígenas da etnia Kaingang ocuparam a área e passaram, desde então, a reivindicar a demarcação de uma Terra Indígena (TI) nesse local, criando assim uma sobreposição territorial entre uma UC e a demanda de criação de uma TI. A partir daí duas territorialidades passaram a polarizar a atuação de diferentes agentes sociais: de um lado, os que defendem a manutenção da institucionalização do PNMO e, de outro, aqueles que lutam pela demarcação da Aldeia Kaingang Tupë pën. Em torno deste conflito, este trabalho parte da hipótese de que teria se configurado, em torno da luta pelo domínio do Morro do Osso, uma arena de disputas argumentativas em que diferentes grupos sociais (com distintas lógicas de apropriação do morro) encontram-se competindo por esse território em comum, deflagrando com isso um embate sobre qual lógica deverá prevalecer. Com base nisto, esta dissertação tem como objetivo geral investigar, sob uma perspectiva multidisciplinar, o conflito aparentemente polarizado entre os Kaingang e a Prefeitura Municipal de Porto Alegre pelo domínio deste território. A partir da identificação dos diversos grupos, lideranças e demais agentes sociais imersos nesta disputa pretendeu-se analisar - por meio de uma etnografia multisituada - como os diferentes agentes atuam nesta grande arena, composta por diversos espaços sociais onde são mobilizadas interpretações, discursos, argumentos e ações com o objetivo de fazer valer seus distintos pontos de vista, aqui em jogo. |
|---|