“A AIDS ta no babado”: concepções de risco e prevenção frente a epidemia do HIV/AIDS entre homossexuais da zona urbana de Senhor do Bonfim

Considerando o quadro de retomada ou estabilização do risco de infecção pelo HIV entre homens que fazem sexo com outros homens, e o concomitante processo de interiorização da epidemia da AIDS, o estudo pretendeu a problematização dos modos como os homossexuais de Senhor do Bonfim se orientam nas sit...

Full description

Bibliographic Details
Author: Costa, José Hermogenes Moura da
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2007
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repository:Repositório Institucional da UFBA
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/10232
Online Access:http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/10232
Access Level:Open access
Keyword:Homossexualidade
HIV
Sindrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS)
Risco
Prevenção
Homosexuality
Syndrome of Acquired Imunodeficiência (AIDS)
Risk
Prevention
Description
Summary:Considerando o quadro de retomada ou estabilização do risco de infecção pelo HIV entre homens que fazem sexo com outros homens, e o concomitante processo de interiorização da epidemia da AIDS, o estudo pretendeu a problematização dos modos como os homossexuais de Senhor do Bonfim se orientam nas situações de interação sexual frente a epidemia. As noções êmicas de risco e prevenção são categorias chave. Os contextos e configurações das interações sexuais proporcionam a constituição de modalidades de prevenção muito próprias, atestando o quanto questões que envolvem o risco e a prevenção são concebidas sócioculturalmente uma vez que são negociadas nas diversas situações em que os sujeitos se engajam em relações sexuais. A prevenção é tomada enquanto uma construção cultural, portanto, não podendo ser estudada senão sob a visão do conjunto das representações da doença, do corpo, da infelicidade e do mundo no qual os indivíduos estão inseridos. Assim, a vivência do risco e mesmo a sua percepção não se restringem ao universo individual, ao contrário, o comportamento de risco é percebido e negociado na rede de relações sociais. Em última instância, ele é fruto das interações sociais.