Estado, desenvolvimento e direitos humanos na fronteira amazônica: a violência do encontro entre o indígena e o não indígena no Território Federal do Guaporé

O presente artigo busca refletir sobre as relações de “encontro de sociedades” entre indígenas e não indígenas na porção sul da Amazônia Ocidental brasileira, bem como discutir os projetos de desenvolvimento e as políticas de direitos humanos aplicados na região na década de 1950...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Raduan Miguel,Vinícius Valentin, Almeida Silva,Adnilson de, Dias Nunes,Dorisvalder, Fraga,Nilson César
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2016
País:Chile
Recursos:CONICYT Chile
Repositório:SciELO Chile
Idioma:português
OAI Identifier:oai:scielo:S0718-65682016000300020
Acesso em linha:http://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0718-65682016000300020
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Amazônia
direitos humanos
encontro de sociedades
rondônia
Descrição
Resumo:O presente artigo busca refletir sobre as relações de “encontro de sociedades” entre indígenas e não indígenas na porção sul da Amazônia Ocidental brasileira, bem como discutir os projetos de desenvolvimento e as políticas de direitos humanos aplicados na região na década de 1950. Neste contexto, a discussão de fronteira, ambiente e sociedade é promissora, por não se tratar apenas das relações de fronteira, como consideração científica, em razão de outras possibilidades que perpassam a materialidade do Estado-Nação, visto que se inscrevem em questões econômicas, políticas e sociais interligadas a territorialidades com funções, processos e significados de apreensões territoriais e espaciais distintos. Numa região de fronteira econômica, os recursos naturais são considerados fartos é inegável a busca incessante para sua exploração por meio de mecanismos que sempre ou quase sempre resultam em “encontros de sociedade”, ou seja, entre os migrantes e as populações locais - no caso, as indígenas - sendo que tais “encontros de sociedades” são realizados por enfrentamentos, que em seu contexto é configurado em processo de resistência em contraponto a novas dinâmicas territoriais.