Entre viajar e morar: narrativas sobre a territorialidade Kulina
Esta é uma etnografia dos Kulina (falantes de uma língua pertencente à família arawa) na região do baixo rio Juruá, no estado do Amazonas, na qual são analisados os processos de territorialização, com enfoque nos conceitos próprios de território, política e etnicidade. O foco descritivo e analítico...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Amazonas (UFAM) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFAM |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:https://tede.ufam.edu.br/handle/:tede/7105 |
| Acceso en línea: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/7105 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Kulina Território Política Etnicidade Direitos indígenas CIÊNCIAS HUMANAS |
| Sumario: | Esta é uma etnografia dos Kulina (falantes de uma língua pertencente à família arawa) na região do baixo rio Juruá, no estado do Amazonas, na qual são analisados os processos de territorialização, com enfoque nos conceitos próprios de território, política e etnicidade. O foco descritivo e analítico se dirige às narrativas e aos eventos nos quais sobressai a relação dos Kulina entre si, com outros povos indígenas da região e com a sociedade nacional. A chave de interpretação é a concepção de território – como algo construído e imaginado: o território como local de morada dos humanos; o território como local de morada dos seres extra-humanos; e o território como local do conhecimento. Assinala-se que o “jeito de morar” dos Kulina não separa em lugares ou patamares fixos os humanos e os seres extra-humanos. Verifica-se, através de narrativas e processos, como os Kulina reinterpretam e recriam as tradições para enfrentar os desafios na sua relação com a sociedade nacional e globalizada. Constata-se a forma como as narrativas acessam a memória para construir o espaço, o tempo e ressignificar as lutas atuais. Uma memória que é individual, mas é ao mesmo tempo coletiva, e diferente da memória oficial do Estado e de seus agentes. É nesse sentido que esta etnografia pretende contribuir com debates acerca da relação entre grupos étnicos e sociedade nacional, bem como na formulação e implantação de políticas públicas pautadas nos direitos indígenas |
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